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PORQUE OS EGÍPCIOS INVENTARAM AS JOIAS?

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Civilização
dominante na história antiga, o Egito foi também o primeiro a usar
ornamentos de ouro no corpo

crédito: divulgação

Ossos,
peles de animais e conchas do mar foram as primeiras matérias-primas
para a fabricação de joias quando os ancestrais humanos deixaram o
continente africano e chegaram ao Egito. Logo ele se tornou o
dominante na história antiga: empoderados pelos avanços
tecnológicos, pelo acesso às pedras preciosas e outros metais
valiosos, inspiraram também uma cultura de realeza e nobreza que
tinha uma profunda apreciação pela luxúria.

Isso
aconteceu não muito tempo antes dos egípcios se tornarem os
primeiros grandes produtores de joias e de criarem as tendências que
fazem parte do Ocidente até hoje, como o uso sentimental do anel
de ouro.

Talvez
o momento que defina o crescimento da joalheria egípcia foi a
descoberta do ouro. Ela permitiu colecionar vastas quantidades de
metal que era perfeito para os projetos de joias da nobreza que então
se formava. Os egípcios antigos valorizavam os adornos pessoais
tanto nos homens quanto nas mulheres e em todas as classes sociais.
Suas estátuas de deuses e reis eram sempre enfeitadas com joias
luxuosas, e mesmo os mortos eram enterrados repletos de peças.

A
joalheria em ouro se tornou um símbolo na pré-dinastia egípcia.
Significava poder, religião e status, mas também levava um
aspecto sentimental: era usado por pessoas que compartilhavam
situações de vida, como a caça, a pesca e agricultura. Esses
indivíduos podiam ser amigos, colegas ou mesmo parceiros amorosos.
Os egípcios viam o anel como um círculo que simbolizava a aliança
entre pessoas. Mais do que isso, a peça sem um fim identificável
representava o amor e a vida eternas.

Os
egípcios trocavam anéis como presentes de devoção, e foi assim
que as civilizações seguintes, como a grega e a romana, aprenderam
a lidar com tais símbolos. Enquanto na Grécia Antiga havia uma
ligação entre o anel de ouro e a deusa do amor, Eros, foi em Roma
que ele se ligou pela primeira vez ao casamento, tal como conhecemos
hoje.

No
Egito antigo, porém, o anel de ouro tinha também uma série de
outros significados ligados a animais que produziam medo ou repulsa.
Isso acontecia porque as peças eram usados como talismãs ou
amuletos – assim como símbolos de poder e riqueza – e eram
pretendidos para proteger quem os usava de forças hostis, perigosas
ou misteriosas.

Besouros,
gatos e falcões eram usados como proteção contra adversários e
vários demônios, porque representavam as cabeças dos principais
deuses da época. Havia também anéis de formas geométricas
distintas, em que os elementos simbólicos eram reproduzidos com a
função de proteger seu dono.

A
função mais representativa do anel de ouro no Antigo Egito, segundo
arqueologistas, também era acompanhar seu dono na vida após a
morte. De acordo com a religião egípcia antiga relatada em textos,
os deuses, que poderiam ter aspecto humano, estavam encarnados em
três substâncias: seus ossos estavam na prata, sua carne estava no
ouro e suas cabeças, no Lapis Lazuli.

As
tumbas encontradas por arqueólogos abundavam de anéis de ouro,
prata, ferro, argila e quartzo. Esses anéis eram usados por homens e
mulheres, ou em forma de ornamentos de proteção, ou para demonstrar
autoridade, ou para carregar um sinal familiar.

O
inseto era símbolo da boa sorte porque evocava o deus Jepri, que era
representado como um ser metade humano e metade inseto. Jepri era o
“deus da manhã” e o “símbolo da vida eterna” e, por isso,
seus sinais eram indispensáveis para qualquer morto. Além disso, o
uso do anel também ajudava no confronto pós-vida com o Osiris, a
divindade que presidia o tribunal que julgava a alma de quem deixava
a vida.

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