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Whatsappite: conheça a inflamação nos punhos provocada pelo excesso de celular

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Você sabe o que é Whatsappite?

Whatsappite: conheça a inflamação nos punhos provocada pelo excesso de celular

Problema pode ser resolvido com uma dieta tecnológica

Whatsappite

O uso desenfreado do celular e de dispositivos eletrônicos fez com que surgisse uma nova demanda por tratamentos de tendinite em jovens e adultos. Aqueles que fizeram faculdade de fisioterapia lidam com o que foi apelidado de Whatsappite, uma inflamação aguda nos punhos e nas mãos provocadas pelo uso intenso dos smartphones. O termo foi cunhado pela ortopedista Inés Fernandez-Guerrero em entrevista para a revista The Lancet, publicação norte-americana especializada em medicina, em 2013.

O diagnóstico aconteceu com uma médica espanhola de 34 anos que a procurou com dores muito fortes nos punhos e no dedão. Era final de ano e a paciente contou que havia trabalhado na véspera de Natal, mas nada fora do habitual. Depois, chegou a revelar que ficou seis horas respondendo mensagens de boas festas por meio do aplicativo de mensagens Whatsapp. O tratamento consistia em anti-inflamatórios e dias longe do aparelho celular por alguns dias.

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O acontecimento chamou a atenção da comunidade médica mundial. Ao longo dos últimos anos, a postura inadequada e o excesso de uso de tablets, computadores e smartphones desencadeou diversos problemas ortopédicos, como tendinite, dores no pescoço, na cabeça, dedos e até hérnia de disco. Um dos principais problemas, além da inflamação dos tendões, é a envergadura provocada pela flexão da cabeça para ver o celular. Isso sobrecarrega a coluna cervical.

A média de uso de celulares por brasileiros é a mais alta do mundo: quatro horas e 48 minutos, de acordo com dados divulgados em 2016 pela empresa de estatísticas Statista. Fecham o top 5 a China, Estados Unidos, Itália e Espanha. O tempo de uso desses países é de, respectivamente, três horas e três minutos; duas horas e 37 minutos; duas horas e 34 minutos; e duas horas e 11 minutos.

Entre 2012 e 2016, o tempo diário mais que dobrou – foi de menos do que duas horas para quase cinco horas. O resultado é uma série de novos casos de problemas psicológicos e físicos pelo vício nesses aparelhos tecnológicos. Jovens que antes não sofriam com movimentos repetitivos hoje recorrem aos ortopedistas e fisioterapeutas.

Portanto, é bom ficar de olho nesses sintomas para procurar um profissional antes que o problema se agrave. A prevenção é possível e quanto antes você procurar ajuda especializada, mais fácil será de tratar o incômodo e se prevenir de outras doenças.

Em muitos casos, é necessário ficar longe dos celulares, do videogame ou dos computadores. Isso pode gerar um mal-estar no indivíduo caso ele seja viciado em dispositivos tecnológicos, algo que se tornou comum nos últimos anos. Portanto, além de procurar ajuda médica e profissionais da saúde para solucionar o problema físico, é importante ter acompanhamento psicológico ou psiquiátrico em casos mais graves.

No caso das crianças e dos adolescentes, os pais precisam controlar o tempo de uso e estipular horários nos quais eles possam ficar no celular, no videogame ou no computador. Conhecer os hábitos dos filhos é fundamental para prevenir esse tipo de problema. Já no caso dos adultos, o caminho é a conscientização. Uma alternativa é fazer um detox digital e cuidar mais do corpo e da saúde para não ter problemas mais graves no futuro.

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